Experiências na primeira pessoa

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
Olá. Sou a Fernanda e sou uma recém-licenciada do curso de Jornalismo e Comunicação. E venho por este meio dizer que o Ensino Superior em Portugal é uma autentica Gozação.

Premissa nº1:
Entrei para o curso de Jornalismo e Comunicação e, 2004, na ESEP. O meu objectivo inicial era acabar a licenciatura e completar com uma pós-graduação em Jornalismo Político na FLUP ou em Jornalismo no ISCTE.

Mas fui ENGANADA.

Durante o curso a escola e os professores enganaram-me, iludiram-me com perspectivas que actualmente não existem.

Ao contrario do que se disse NINGUÉM do meu ano que ficou a trabalhar no local de estágio.

Finda a licenciatura, chego ao competitivo mercado de trabalho.

Constato que o mercado está superlotado e as boas oportunidades são difíceis de encontrar. A par disso vejo pessoas a conseguir uma vaga para "empregos fixes" à pála de cunhas e conhecimentos.

Inocente, tento a minha sorte em concursos para vagas que à partida já estão preenchidas.

Premissa nº2:
Durante o curso, as boas notas são de especial importância, a par dos vários projectos, trabalhos, workshops e outras formações extra-curriculares.

Finda a licenciatura, posso afirmar que fiz um bom percurso escolar. Cheguei ao fim com uma formação sólida na área de jornalismo e tecnologias da informação/comunicação, com um bom aproveitamento e projectos reconhecidos. Como seria de esperar, estava optimista e confiante.

Desdobrei-me, enviei currículos, fui a milhares de entrevistas em empresas jornalísticas, estações de televisão, jornais nacionais, jornais locais, jornais independentes, publicações online, etc.

Mas mais uma vez fui ENGANADA.

A minha pouca idade e "falta de experiência" (o típico currículo de uma folha) foram os principais motivos pelos quais eu não preenchia os requisitos necessários, segundo as entidades empregadoras e os responsáveis de DRH.

A minha pouca idade e "falta de experiência" também foram argumento para certa entidade empregadora me tentar recambiar para uma outra vaga, a de "menina que atende telefones e serve cafés". Foi-me dito que se eu queria pertencer a uma empresa de renome, então deveria começar por baixo.

Ler mais em exames.org.

A propósito do projecto de televisão da Telecinco, outro testemunho interessante.

2 comentários:

Anónimo disse...

Cara PJ, não acredito que tenha entrado num curso de jornalismo "às cegas". Se assim o fez, não acredito que, ao longo do curso, e em contacto com a realidade, não se tenha apercebido que o mercado de trabalho em Portugal, especialmente na área do Jornalismo, está completamente saturado. Se chegou ao fim do curso e só aí se sentiu, como refere, defraudada, então é porque nunca esteve atenta. e isso diz muito sobre um jornalista...

PJ disse...

Caro(a) anónimo(a), PJ é o autor do post, não a autora do testemunho que, curiosamente, se identifica logo no início. Fica o exclarecimento ;)

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